Are Fast Fashions going green? / Fast Fashions estão se tornando mais verdes?

*versão em Português abaixo

With the increasing buzz on Sustainability and thereafter a bigger concern and attention from consumers, the big fashion players such as Zara, H&M and C&A have come up with sustainable collections. Also they announced sustainable goals, for instance, using 100% organic cotton by 2020 (H&M).

At the same time that my heart jumps with joy of buying sustainable clothes at Zara or H&M, my brain starts sending me loud warnings, telling me not to fall on a trap.

But why did my brain do that? Well, whatever I wanted to believe that Fast Fashions could be more sustainable, I was tricked by their marketing strategy.

This “marketing strategy” has a name: Greenwashing.

According to  greenwashingindex.com  website , the definition of Greenwashing is: “when a company or organization spends more time and money claiming to be “green” through advertising and marketing than actually implementing business practices that minimize environmental impact.” 

Although,  it has a positive perspective on this, a collection that has sustainability on its name could draw attention to people who aren’t aware of what has behind the cheap trend that he/she is buying. What concerns me is them falling for the marketing strategy, and feeling ok to buy having the wrong perception that the brand worries about people and the environment.

It is difficult to believe on the sustainable side of Fast Fashions knowing that we are targets of an advertise which purpose is to attract attention and consumption other than make a significant change on the Fast Fashion’s business model. Anyway, the sure thing to do is buy local, getting to know better from whom you are purchasing from and making sure that the brand doesn’t hurt people and care for the environment.

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Com o crescimento do buzz em torno do assunto sustentabilidade, e consequentemente uma maior preocupação e atenção dos consumidores sobre isso, as gigantes de moda como Zara, H&M e C&A criaram coleções chamadas “sustentáveis”. Além disso, anunciaram metas ligadas ao meio ambiente, como por exemplo, usar 100% algodão orgânico até 2020 (H&M).

Ao mesmo tempo que meu coração de consumidora se alegra pela possibilidade de comprar uma roupa sustentável na Zara ou H&M, meu cérebro dispara vários avisos em letras maiúsculas vermelhas, me avisando para não cair em uma armadilha.

Por qual razão meu cérebro reagiria assim? Bem, porque por mais que eu queira acreditar que Fast Fashions possam ser sustentáveis, eu caí na jogada de marketing deles.

Essa “estratégia de marketing” tem um nome: Greenwashing.

Segundo o greenwashingindex.com, a definição de Greenwashing é: “quando uma empresa ou organização gasta mais tempo e dinheiro promovendo ser “verde” através de propaganda e marketing do que implementando práticas que minimizam o impacto ambiental.”

Claro que tem um lado positivo, uma coleção que tem sustentabilidade no nome pode despertar curiosidade no consumidor que não está ciente do que acontece por trás do sonho da tendência barata, mas o que me preocupa é que, a partir do momento que ele ou ela veja a sua Fast Fashion favorita sendo “sustentável”, caia na jogada de marketing, e passe a consumir mais daquela loja pela errada concepção de estar comprando de uma marca que se importa com pessoas e meio ambiente.

Fica difícil de comprar esse lado sustentável das Fast Fashions quando sabemos que nós seremos potencialmente alvos de uma propaganda, que servirá somente para atrair atenção e consumo do que realmente promover uma mudança significativa no modelo de negócios dessas empresas. De qualquer forma continue comprando de quem você conhece, e procurando saber melhor sobre a marca, tendo certeza de que você está comprando um produto que não agride pessoas e o meio ambiente.

 

Source/Fontes:

http://www.greenwashingindex.com

about.hm.com

Turning point of consumption/Virando a chave do consumo

*versão em Português abaixo.

When Fast Fashion movement started, the idea of possessing a great amount of trendy affordable clothes were very seductive. The feeling of buy gives satisfaction,  but soon this feeling goes away, leading to a vicious cycle of consumption.

Over the years people started to analyze what was behind this miracle, how they could buy more for less, and who was paying the bill. And, even now, that the harm on nature and human life from big companies is a fact, a lot of people don’t have the consciousness,  or prefere not to see it, on how their consume impact on people’s life and planet.

I’m going to talk about my own experience. I was one of the most enthusiastic person about Fast Fashion, I’ve loved the adrenaline of buying, one step at the mall and I couldn’t leave without a lipstick.

The turning point in my consumption consciousness happened two years ago when a link to a movie called “The True Cost Movie” popped up in my timeline.

The experience in watching this movie it was like taking a stomach punch. Understanding that I contributed with each purchase to enrich half a dozen of businessmen and impoverish thousands on developing countries (not mentioning the environment issue, dyed rivers, entire populations contaminated with toxic residues etc.) was at the same time a revelation and a disillusion. Buying was an act of pleasure for me, I always enjoyed fashion, being aware of trends, reading Vogue and Elle magazines, therefore to incorporate a new consumption attitude was a frightened thought for me. Although, after you become aware of the scene behind the new T-shirt, there is no way back, at least there wasn’t for me anyway.

I’m not saying that was an easy process. Consumption is an addiction, and as so, it needs to be taken away bit by bit.

The first thing I did was stop looking for information about trends. Before I was connected through Instagram to a lot of fashion bloggers and magazines and if I saw two or three people with a certain bag, the desire of having that bag started growing inside of me. In other words, the best is to keep away from following contents that make you buy without the need, and start following contents that offers you more than that.

Secondly, go deeper on the recognition of your own style. Open your wardrobe and choose the clothes that you wear in your daily basis and put together a capsule wardrobe. Be honest, if you have clothes that doesn’t fit you well, make a donation or recycle it.

Thirdly, invest in durable pieces from quality brands. I give much more value to a $50 T-shirt than to a $10 one that will be spoiled on the second wash. Tip: Get used to buy online. Aside from being the future of retail (every cool brand is online), it gives you the opportunity to think before buying without the salesperson pressure and the impulse to buy.

Every lifestyle change is a challenge, a growth, and for sure it will be painful. Because of that don’t struggle with perfection. Being 100% sustainable is not the goal here, taking actions towards sustainability is.

Quando o movimento de lojas Fast Fashion começou, a idéia de possuir uma grande quantidade de roupas que estavam na moda e eram acessíveis foi muito sedutor. A sensação de poder comprar gerava satisfação, mas que logo passava, levando a um ciclo vicioso de estar sempre consumindo.

Passado os anos as pessoas começaram a analisar o que tinha por trás de todo esse milagre do consumo, como conseguiam comprar mais por menos, e quem estava pagando essa conta. E apesar de já estar constatado o abuso de grandes empresas em prejuízo de vidas humanas e da natureza, muita gente ainda não tem essa consciência, ou prefere não enxergar, de como o seu consumo impacta na vida das pessoas e do planeta.

Vou falar sobre a minha experiência. Eu fui uma das mais entusiásticas do Fast Fashion, adorava a adrenalina de comprar uma peça nova, me sentia super bem de ir ao shopping e sair com uma sacolinha, nem que fosse de batom.

A minha chave de consumo começou a virar de uns dois anos para cá, quando apareceu na minha timeline um link para o filme “The True Cost Movie”.

Assistir esse filme foi literalmente tomar um soco no estômago. Entender que eu contribuía com cada compra para enriquecer uma meia dúzia de empresários e empobrecer milhares em países subdesenvolvidos (fora toda a questão do meio ambiente, corantes em rios, populações inteiras contaminadas com resíduos tóxicos etc.) foi ao mesmo tempo uma revelação e uma desilusão. Comprar para mim era um ato prazeroso, sempre curti moda, tendências, devorava Vogues e Elles, então assumir uma nova postura de consumo era um pensamento assustador. Mas depois que você se torna consciente da realidade por trás da blusinha nova, é um caminho sem volta, pelo menos pra mim foi.

Não vou dizer que foi um processo fácil. Consumo é vício, e como todo vício precisa ser tirado aos poucos.

A primeira providência que tomei foi parar de procurar e consumir tendências, antes estava sempre ligada no que estava na moda, seguia 500 blogueiras no Instagram, e sempre que via duas ou três usando a mesma bolsa já surgia o desejo de compra. Então o melhor é se desconectar disso, e começar a seguir conteúdos que te ofereçam mais do que consumir sem necessidade.

Segundo, vá a fundo no reconhecimento do seu estilo próprio. Abra seu guarda-roupa e escolha um armário-cápsula, que são as peças que você não viveria sem, e que usa mais. Seja honesto, não são todas as tendências que caem bem em você, e se não for usar, doe ou separe para reciclagem de tecidos.

Por último, invista em peças duráveis, de marcas que trabalham com tecidos de qualidade. Dou muito mais valor hoje a uma camiseta branca de R$100 a uma de R$30 que vai ficar torta na segunda lavada. Dica: Se acostume a comprar pela internet. Além de ser o futuro do varejo (todas as marcas mais legais estão online), te dá a chance de  refletir se você realmente precisa da peça sem a pressão da vendedora ou da compra por impulso.

Toda mudança no estilo de vida é um desafio, um crescimento, e com certeza vai ser dolorido. Por isso não cobre perfeição, ser 100% sustentável e correto não é a meta a ser alcançada, e sim ações que tomamos na direção da sustentabilidade.

Let’s talk about…Emma Watson/Vamos falar de…Emma Watson

Everybody knows her from the Harry Potter movie franchise as the character Hermione, dear friend of Harry. Since then, Emma Watson grown up in front of us e became a beautiful woman, engaged in many different social areas as a United Nation Global Goodwill Ambassador and Eco Fashion muse. For the past months Emma has been promoting her latest movie, Beauty and the Beast, and on the press tour she made a fashion statement showing at the events wearing sustainable clothes and jewelry. Aside from her appearances, she made an Instagram account to register her eco-fashion moments named @the_press_tour. In addition Emma is using organic cosmetics and makeup, making this press tour a sustainable success.

Todos conhecemos Emma Watson por causa da franquia de filmes Harry Potter, em que ela interpreta a personagem Hermione, amiga de Harry. Desde lá, Emma cresceu e se tornou uma mulher linda e engajada em diferentes áreas sociais, como Embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas e musa Eco Fashion. Nos últimos meses Emma está promovendo seu novo filme, a Bela e a Fera, e nos eventos da turnê mundial ela aparece usando roupas e jóias feitas de modo sustentável ou vintage, e usando maquiagem e cosméticos orgânicos. Além das aparições no red carpet Emma criou uma conta no Instagram para divulgar as marcas que veste, chamada @the_press_tour. Siga e veja os look maravilhosos e sustentáveis da bela!

Pictures from: business insider.com, Pinterest and Elite Daily

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Premiere in Shangai
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Premiere in Paris
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Premiere in London
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With the iconic yellow dress from the movie

Pesticida Fashion

Quando compramos uma roupa vem aquele cheirinho de novo que desperta a endorfina dentro da gente e dá aquela sensação de “felicidade”. Mas lendo artigos e livros sobre sustentabilidade me chamou atenção o fato da roupa nova ser tão “suja”. Não só suja de limpeza, pois não conhecemos a forma como essa roupa é armazenada e transportada, mas também tudo de químico que foi colocado nela, desde a plantação do algodão até o tingimento das cores.

Mas como esses componentes químicos chegam até nós e prejudicam a nossa saúde?

Na lavoura do algodão são usados agrotóxicos e pesticidas para garantir o seu desenvolvimento sem o ataque de pragas, para diminuir o uso de mão de obra humana e para cultivo em pequenas áreas. No cultivo do algodão o agricultor entra em contato com os pesticidas colocados nas plantações durante todo o periodo de trabalho, causando danos irreversíveis à saúde. Esses resíduos tóxicos entram nas correntes de rios e lagos que nos fornecem água e comida, além de permanecem nas tramas do algodão, consequentemente entrando em contato com a nossa pele, podendo causar alergias e até câncer.

 

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No caso do tingimento do tecido a situação é parecida. São usados no tingimento componentes químicos que podem trazer danos à saúde. Esses componentes químicos chegam até nós tanto pelo contato da pele com a roupa, quanto pela água, pois as indústrias que não tratam seus resíduos acabam poluindo rios que são utilizados para o abastecimento de água, irrigação de lavouras, entre outros.

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E qual a alternativa que temos para consumir produtos que não nos façam mal?

O ideal é procurar marcas que tenham opções de produtos feitos com algodão orgânico e tingidos de forma natural.

O cultivo de algodão orgânico não utiliza pesticidas e agrotóxicos, enfrentando as pragas de forma natural, não trazendo então para o consumidor final essa carga química prejudicial à saúde. E o tingimento natural é feito com cascas de vegetais, folhas, sementes, enfim, de várias formas, sempre utilizando recursos naturais.

Infelizmente não é comum entrar no shopping e encontrar lojas que vendam esses produtos, mas pesquisando na internet achamos algumas opções no Brasil. No exterior, principalmente Europa e Estados Unidos podemos encontrar mais opções que saem um pouco do básico tipo camiseta, mas nem sempre tem o envio para o Brasil. Mas é um mercado que está em crescimento, e a tendência é cada vez mais encontrarmos marcas apostando em tecidos orgânicos, reciclados e com tingimentos naturais.

Segue alguns links de marcas brasileiras com essas propostas :

www.flaviaaranha.com – roupas e acessórios femininos com tingimentos naturais

www.bambusabrasil.com – lingerie, inclusive infantil, com algodão orgânico e tingimento natural

matiz.me – roupas para bebês usando algodão orgânico e pet reciclado

www.armarioorganico.com.br – camisetas básicas feitas em polyester reciclado e algodão orgânico

Morada da Floresta – fraldas ecológicas (com estampas super fofas!), e roupinhas de bebês

Se quiserem acrescentar mais marcas podem colocar nos comentários, vou adorar conhecer!

 

Fontes de pesquisa e referência:

Ecycle.com.br

Naturalfashion.com.br

Gb7saúde.com.br

Sites das marcas listadas acima.

 

Foto algodão tingido: tendere.com.br

Foto tingimento natural: Ecodesenvolvimento

 

Why write a blog?/Por que criar um blog?

Writing for me is a therapy. When I was little I wrote journeys, and even today, when I want to put order on my thoughts, I open a new word file and I write down all I’m feeling at the moment. This way I can get another perspective, as I was looking the problem or emotion from the outside.

The intention on create a blog is to have a conversation (please comment on the posts!) about fashion and sustainability. Fashion blogs are big right now, sustainability blogs are not that much, but no one is equal to another, so at Green Closet you will find my point of view, my opinion, sometimes based on articles, social media and books (all references will be explicit on the footnotes of the post).

I hope you enjoy it, it is going to be done with lots of love!

Escrever para mim é uma forma de terapia. Quando pequena adorava escrever diários, e até hoje quando quero colocar meus pensamentos em ordem, abro um arquivo de word e escrevo tudo que sinto no momento. Dessa forma consigo ter outra perspectiva, como se visse de fora o problema.

A intenção de criar o blog é a de conversar (quem ler os posts favor comentar!) sobre moda e sustentabilidade. São assuntos diferentes mas que se complementam. Blogs de moda existem muitos, de sustentabilidade alguns, mas nenhum é igual ao outro, porque blog é pessoal, então no Green Closet você encontra o meu ponto de vista, a minha opinião, muitas vezes baseadas em artigos, mídia social, e livros (todos devidamente referenciados no término do post).

Espero que goste, será feito com muito carinho!