Turning point of consumption/Virando a chave do consumo

*versão em Português abaixo.

When Fast Fashion movement started, the idea of possessing a great amount of trendy affordable clothes were very seductive. The feeling of buy gives satisfaction,  but soon this feeling goes away, leading to a vicious cycle of consumption.

Over the years people started to analyze what was behind this miracle, how they could buy more for less, and who was paying the bill. And, even now, that the harm on nature and human life from big companies is a fact, a lot of people don’t have the consciousness,  or prefere not to see it, on how their consume impact on people’s life and planet.

I’m going to talk about my own experience. I was one of the most enthusiastic person about Fast Fashion, I’ve loved the adrenaline of buying, one step at the mall and I couldn’t leave without a lipstick.

The turning point in my consumption consciousness happened two years ago when a link to a movie called “The True Cost Movie” popped up in my timeline.

The experience in watching this movie it was like taking a stomach punch. Understanding that I contributed with each purchase to enrich half a dozen of businessmen and impoverish thousands on developing countries (not mentioning the environment issue, dyed rivers, entire populations contaminated with toxic residues etc.) was at the same time a revelation and a disillusion. Buying was an act of pleasure for me, I always enjoyed fashion, being aware of trends, reading Vogue and Elle magazines, therefore to incorporate a new consumption attitude was a frightened thought for me. Although, after you become aware of the scene behind the new T-shirt, there is no way back, at least there wasn’t for me anyway.

I’m not saying that was an easy process. Consumption is an addiction, and as so, it needs to be taken away bit by bit.

The first thing I did was stop looking for information about trends. Before I was connected through Instagram to a lot of fashion bloggers and magazines and if I saw two or three people with a certain bag, the desire of having that bag started growing inside of me. In other words, the best is to keep away from following contents that make you buy without the need, and start following contents that offers you more than that.

Secondly, go deeper on the recognition of your own style. Open your wardrobe and choose the clothes that you wear in your daily basis and put together a capsule wardrobe. Be honest, if you have clothes that doesn’t fit you well, make a donation or recycle it.

Thirdly, invest in durable pieces from quality brands. I give much more value to a $50 T-shirt than to a $10 one that will be spoiled on the second wash. Tip: Get used to buy online. Aside from being the future of retail (every cool brand is online), it gives you the opportunity to think before buying without the salesperson pressure and the impulse to buy.

Every lifestyle change is a challenge, a growth, and for sure it will be painful. Because of that don’t struggle with perfection. Being 100% sustainable is not the goal here, taking actions towards sustainability is.

Quando o movimento de lojas Fast Fashion começou, a idéia de possuir uma grande quantidade de roupas que estavam na moda e eram acessíveis foi muito sedutor. A sensação de poder comprar gerava satisfação, mas que logo passava, levando a um ciclo vicioso de estar sempre consumindo.

Passado os anos as pessoas começaram a analisar o que tinha por trás de todo esse milagre do consumo, como conseguiam comprar mais por menos, e quem estava pagando essa conta. E apesar de já estar constatado o abuso de grandes empresas em prejuízo de vidas humanas e da natureza, muita gente ainda não tem essa consciência, ou prefere não enxergar, de como o seu consumo impacta na vida das pessoas e do planeta.

Vou falar sobre a minha experiência. Eu fui uma das mais entusiásticas do Fast Fashion, adorava a adrenalina de comprar uma peça nova, me sentia super bem de ir ao shopping e sair com uma sacolinha, nem que fosse de batom.

A minha chave de consumo começou a virar de uns dois anos para cá, quando apareceu na minha timeline um link para o filme “The True Cost Movie”.

Assistir esse filme foi literalmente tomar um soco no estômago. Entender que eu contribuía com cada compra para enriquecer uma meia dúzia de empresários e empobrecer milhares em países subdesenvolvidos (fora toda a questão do meio ambiente, corantes em rios, populações inteiras contaminadas com resíduos tóxicos etc.) foi ao mesmo tempo uma revelação e uma desilusão. Comprar para mim era um ato prazeroso, sempre curti moda, tendências, devorava Vogues e Elles, então assumir uma nova postura de consumo era um pensamento assustador. Mas depois que você se torna consciente da realidade por trás da blusinha nova, é um caminho sem volta, pelo menos pra mim foi.

Não vou dizer que foi um processo fácil. Consumo é vício, e como todo vício precisa ser tirado aos poucos.

A primeira providência que tomei foi parar de procurar e consumir tendências, antes estava sempre ligada no que estava na moda, seguia 500 blogueiras no Instagram, e sempre que via duas ou três usando a mesma bolsa já surgia o desejo de compra. Então o melhor é se desconectar disso, e começar a seguir conteúdos que te ofereçam mais do que consumir sem necessidade.

Segundo, vá a fundo no reconhecimento do seu estilo próprio. Abra seu guarda-roupa e escolha um armário-cápsula, que são as peças que você não viveria sem, e que usa mais. Seja honesto, não são todas as tendências que caem bem em você, e se não for usar, doe ou separe para reciclagem de tecidos.

Por último, invista em peças duráveis, de marcas que trabalham com tecidos de qualidade. Dou muito mais valor hoje a uma camiseta branca de R$100 a uma de R$30 que vai ficar torta na segunda lavada. Dica: Se acostume a comprar pela internet. Além de ser o futuro do varejo (todas as marcas mais legais estão online), te dá a chance de  refletir se você realmente precisa da peça sem a pressão da vendedora ou da compra por impulso.

Toda mudança no estilo de vida é um desafio, um crescimento, e com certeza vai ser dolorido. Por isso não cobre perfeição, ser 100% sustentável e correto não é a meta a ser alcançada, e sim ações que tomamos na direção da sustentabilidade.

Autor: Amanda Machado

Hi, welcome to Green Closet Blog! I'm Amanda Machado, interested in Fashion Sustainability. I'm going to post content about this subject. Green Closet Store is coming soon. Thanks for stopping by! Olá, seja bem-vindo ao Green Closet! Sou Amanda Machado, interessada em Sustentabilidade na Moda. Vou postar conteúdos relacionados a esses assunto. Obrigada por passar por aqui!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s